top of page
logomarca topo dra karina zimmermann cirurgia pediatrica Manometria Anorretal Coloproctolo

Ressonância magnética fetal: quando ela é indicada e o papel do cirurgião pediátrico no pré-natal

A RM fetal complementa o ultrassom no diagnóstico de malformações e permite o planejamento cirúrgico ainda na gestação. Entenda quando ela é indicada.

Você sabia que o cirurgião pediátrico faz consulta de pré-natal? E que existe um exame de imagem capaz de detalhar malformações fetais além do que o ultrassom mostra? Neste artigo, explico o que é a ressonância magnética fetal, quando ela é indicada e como ela muda o planejamento do nascimento de bebês com malformações.

O que é a ressonância magnética fetal?

A ressonância magnética fetal (RM fetal) é uma modalidade de exame de imagem complementar, usada para auxiliar no diagnóstico de malformações. Ela tem valor tanto nos casos de suspeita diagnóstica apontados pelo ultrassom quanto na avaliação detalhada de casos já diagnosticados no ultrassom morfológico que necessitam de planejamento cirúrgico.

É um exame considerado seguro, pois não utiliza radiação ionizante, e é preferencialmente realizado até 32 semanas de gestação.

O que a ciência mostra sobre a acurácia?

Estudos recentes mostram que a acurácia diagnóstica da RM fetal pode chegar a 92,9%, contra 76,8% do ultrassom, revelando achados adicionais em até 30% dos exames. Para algumas doenças, ela tem valor superior inclusive para afastar diagnósticos anteriormente apontados — o que também traz alívio para muitas famílias.

Quando a RM fetal é indicada?

Sua principal indicação, com maior evidência científica, é para alterações do sistema nervoso central. Mas tem crescido o uso para avaliar condições que são responsabilidade do cirurgião pediátrico, como:

  • Massas cervicais;
  • Hérnia diafragmática;
  • Malformações do sistema gastrointestinal, como atresia de esôfago, gastrosquise e onfalocele;
  • Massas abdominais, cistos e teratomas.

A consulta de pré-natal com o cirurgião pediátrico

Comumente, bebês com ultrassom morfológico alterado são encaminhados para a cirurgia pediátrica ainda no pré-natal. É nessa consulta que avaliamos a necessidade de exames complementares, como a ressonância.

Com o diagnóstico bem estabelecido, podemos planejar o parto em conjunto com o obstetra e o neonatologista: definir a necessidade de cesárea, a possibilidade da golden hour, e até a indicação de interrupção antecipada da gestação, procedimentos intraútero ou o procedimento EXIT. E, tão importante quanto: aconselhar o casal para o nascimento de um filho que necessitará de cirurgias e cuidados especiais.

Por que esse planejamento salva vidas

A avaliação correta permite um planejamento cirúrgico e estratégico que evita a exposição do bebê a fatores que mudam o prognóstico. Um exemplo: um recém-nascido com atresia de esôfago que mama antes do diagnóstico tem maior chance de pneumonia aspirativa — e consequentemente de mortalidade. Diagnóstico antecipado é proteção.

Se o morfológico do seu bebê apontou alguma alteração, converse com seu obstetra sobre o encaminhamento para uma consulta pré-natal com o cirurgião pediátrico.



Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento devem ser sempre individualizados por um profissional habilitado.

Dra. Karina Luiza Zimmermann é cirurgiã pediátrica (CRM/SC 23142 | RQE 25894). Atende em Blumenau/SC, na Criança Clínica Pediátrica.

Agende uma consulta

bottom of page